Chatbots são impopulares na Ásia: falta adaptação cultural
Um pesquisador da Universidade de Canterbury descobriu que a maioria dos assistentes de voz é treinada com exemplos ocidentais, o que os torna ineficazes na Ásia. Ele propôs um esquema de quatro etapas para incorporar características culturais nos chatbots desde o início, em vez de ajustá-los posteriormente. Por exemplo, em Jacarta, um bot deveria perguntar sobre engarrafamentos em vez do clima.
O professor Vic Naidoo, da Universidade de Canterbury, juntamente com a colega Karman Kaur Chadha, desenvolveu um esquema simples de quatro etapas para integrar características culturais em chatbots imediatamente. O primeiro passo é incorporar normas locais, idioma e contexto nos dados. O segundo é ensinar o bot a ajustar seu tom, ritmo e estilo de comunicação durante a conversa. O terceiro é explicar como o bot funciona em uma linguagem compreensível para esse público. O quarto é organizar supervisão, verificações de risco cultural e envolvimento de moradores locais na avaliação. Naidoo citou um exemplo: uma empresa australiana lançou chatbots na Indonésia, Tailândia e Vietnã, mas as pessoas simplesmente não queriam conversar com eles. Engenheiros traduziram as respostas para os idiomas locais, mas isso não foi suficiente. Em um ambiente ocidental, o bot inicia a conversa com um comentário sobre o clima, mas em Jacarta é muito mais natural perguntar sobre engarrafamentos. Sem essa configuração, o bot perde o usuário. Naidoo acredita que a principal questão é se o sistema beneficia a pessoa que interage com ele. Se uma pessoa não confia no bot e não quer lidar com ele, todos os investimentos são desperdiçados.
Fonte: Hightech.fm —
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