RegulaçãoNegócios e Mercado 🇫🇷 02.08.2026 02:02

Fundo Soberano de IA: O que a Proposta de Altman Revela sobre a Relação entre Estado e Indústria nos EUA

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A OpenAI propôs que o governo dos EUA detenha cerca de 5% da empresa, e Sam Altman sugeriu que as principais empresas americanas de IA aloquem cada uma 5% do seu capital em um veículo estilo fundo soberano, modelado no Fundo Permanente do Alasca. A ideia, reportada pelo Financial Times e ainda em estágio conceitual inicial, exigiria uma lei do Congresso. Isso contrasta fortemente com a abordagem regulatória da Europa em relação à soberania de IA.
De acordo com o Financial Times de 2 de julho de 2026, a OpenAI propôs ao governo dos EUA uma participação acionária de aproximadamente 5%, avaliada em cerca de US$ 42,6 bilhões, com base na avaliação pós-investimento da OpenAI de US$ 852 bilhões, de sua rodada de financiamento de março de 2026. Sam Altman teria discutido a ideia com o presidente Donald Trump, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o secretário do Tesouro Scott Bessent. Altman e outros executivos da OpenAI sugeriram que as principais empresas de IA dos EUA, incluindo Google, Anthropic, Meta e xAI, destinassem cada uma 5% de seu capital a um veículo inspirado no Fundo Permanente do Alasca. No entanto, a lista de empresas é incerta, com alguns relatos adicionando fabricantes de semicondutores como Nvidia, Micron ou AMD, e uma fonte disse à Forbes que a Anthropic não tem discussões com a administração. Qualquer implementação exigiria uma lei do Congresso, um obstáculo político e jurídico significativo. O Fundo Permanente do Alasca, criado em 1976, redireciona receitas de petróleo para ativos diversificados e paga dividendos anuais aos residentes. A referência de Altman implica que a riqueza da IA é como uma renda petrolífera, e seu argumento é que dar ao público um interesse financeiro é a melhor maneira de compartilhar os ganhos da IA. A proposta é vista como uma resposta à pressão política, potencialmente comprando paz regulatória, embora críticos notem que isso torna o Estado tanto juiz quanto parte. O senador Bernie Sanders defende uma participação pública muito maior, de cerca de 50%, mostrando interesse bipartidário na propriedade pública da IA. Em contraste, a Europa depende da Lei de IA para regulamentação, em vez de propriedade estatal. Isso destaca duas filosofias: o modelo americano visa ao alinhamento de interesses, arriscando captura regulatória, enquanto o modelo europeu mantém o regulador independente, potencialmente sufocando a inovação. Para os europeus, o episódio levanta questões sobre se a soberania pode se basear apenas na regulamentação.
Fonte: ActuIA — original
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