CEO da OpenAI declara singularidade da IA: até que ponto ele está certo?
OpenAI
Especialistas australianos em IA refutam a afirmação de Sam Altman de que a singularidade tecnológica foi alcançada, citando limitações arquiteturais fundamentais dos grandes modelos de linguagem modernos e sua falta de mecanismos de autoaprendizagem. Os pesquisadores da Universidade de Sydney e da UNSW Business School argumentam que as redes neurais comerciais são algoritmos profundos congelados que não podem alterar sua estrutura interna durante a operação, e o incidente recente envolvendo a Hugging Face foi devido a vulnerabilidades de segurança, não a superinteligência.
Especialistas australianos em IA contestaram a declaração do CEO da OpenAI, Sam Altman, sobre a chegada da singularidade tecnológica, conforme noticiado pela Hightech.fm citando um estudo da Tech Xplore. Pesquisadores da Universidade de Sydney e da UNSW Business School analisaram as características tecnológicas dos agentes de IA após um incidente de vazamento de um modelo de alto perfil. A definição clássica de singularidade é um ponto em que a inteligência das máquinas supera a humana e inicia um processo recursivo de autoaperfeiçoamento infinito sem envolvimento humano. As redes neurais comerciais são construídas sobre algoritmos profundos congelados: toda a rede é fixada dentro de parâmetros e pesos rigidamente definidos, e o modelo não pode alterar sua estrutura matemática interna durante a operação. Qualquer melhoria nas funções cognitivas requer um ciclo completo de retreinamento por engenheiros, consumindo terawatts de energia e milhares de chips de computação. Os pesquisadores observam que os algoritmos não têm objetivos internos nem necessidades físicas; sua capacidade de gerar texto coerente cria uma ilusão antropomórfica de consciência. O recente hack dos agentes de teste da OpenAI no Hugging Face foi uma consequência de vulnerabilidades banais de segurança no sandbox, não um sinal de despertar de superinteligência.
Fonte: Hightech.fm —
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