Pippa tenta conquistar artistas com divisão de receita, mas desafios permanecem
ByteDance
A Pippa, uma startup de IA de texto para vídeo, está tentando se diferenciar ao pagar aos artistas uma parte da receita sempre que seu estilo for usado. Até agora, ela assinou apenas alguns artistas, e sua tecnologia ainda depende de modelos treinados com dados raspados, lançando dúvidas sobre suas alegações de 'ética'.
A Pippa, uma startup de vídeo com IA generativa, está tentando atrair artistas pagando a eles uma participação na receita. Toda vez que um assinante gera conteúdo inspirado no trabalho de um artista, esse artista recebe US$ 0,005 por imagem e US$ 0,003 por segundo de vídeo, além de uma parcela de um fundo de royalties de 5%. A empresa, fundada por Hogan Shrum e Sean Wright, foi lançada em maio e tem cerca de 800 assinantes pagantes. Eles assinaram acordos de licenciamento e treinamento de modelos com apenas quatro artistas, com negociações em andamento para mais quatro. Para abordar as preocupações dos artistas, a Pippa oferece a opção de submeter trabalhos sob pseudônimos. No entanto, apesar de seu marketing ético, os modelos da Pippa ainda são construídos sobre modelos abertos inicialmente treinados com dados raspados. A plataforma atualmente apresenta conteúdo que, em sua maioria, imita mal o estilo da Pixar, e planeja incorporar o modelo Seedance 2.5 da ByteDance. A abordagem da Pippa enfrenta ceticismo de artistas desconfiados das críticas da indústria, semelhante à reação negativa contra os pagamentos de royalties do Spotify.
Fonte: The Verge —
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