O boom da IA está desacelerando? Kioxia decepcionou com previsões e preocupou investidores
A japonesa Kioxia publicou uma previsão de lucro decepcionante, o que gerou preocupações sobre a desaceleração do boom da IA. A empresa previu lucro operacional abaixo das expectativas dos analistas e anunciou desdobramento de ações e recompra de títulos. Os investidores estão preocupados que o ritmo de investimentos em data centers para IA possa não se manter.
A fabricante japonesa de chips de memória Kioxia divulgou uma previsão de lucro decepcionante, o que pode indicar uma desaceleração no crescimento sem precedentes dos preços da memória flash, impulsionado pelo boom da inteligência artificial. A empresa projetou um lucro operacional de 3,16 trilhões de ienes para o primeiro semestre do ano fiscal, e de 1,89 trilhão de ienes para o trimestre atual, enquanto o lucro real do segundo trimestre foi de 1,27 trilhão de ienes, ficando abaixo das expectativas dos analistas. A Kioxia também anunciou um desdobramento de ações na proporção de 3:1 e a recompra de títulos no valor de até 800 bilhões de ienes para ampliar sua base de acionistas. Investidores, que anteriormente depositavam grandes esperanças na Kioxia como beneficiária do boom da IA, estão preocupados com uma possível redução no ritmo de investimentos dos maiores operadores de centros de dados devido à concorrência e dívidas. A Kioxia planeja expandir sua capacidade de forma moderada para evitar o excesso de oferta no mercado, mas corre o risco de perder participação de mercado para a Samsung e a SK hynix, que apresentarão novos chips NAND no próximo ano. As ações da empresa oscilaram: ela se tornou a empresa mais valiosa do Japão, ultrapassando a Toyota e a SoftBank, mas depois perdeu dois terços do ganho em um mês. A empresa decidiu recomprar suas próprias ações em um montante recorde, mas os investidores duvidam que isso compense os resultados fracos. A Kioxia também busca atrair hiperescaladores americanos, que preferem firmar contratos de longo prazo com fornecedores coreanos.
Fonte: 3DNews —
original
