Microsoft não consegue corrigir vulnerabilidade por 144 dias: como um documento Word pode enganar tudo o que o Copilot gera
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OpenAI
O pesquisador de segurança independente Haakon Moloey descobriu que no Copilot for Word é possível uma injeção de prompt por meio de texto invisível em documentos, que se autorreplica e infecta outros arquivos. A Microsoft reconheceu o problema e lançou duas correções, incluindo uma atualização do modelo para o GPT-5.5, mas o ataque ainda funciona. O especialista acredita que a vulnerabilidade é um problema arquitetural de todos os LLMs.
O pesquisador independente de segurança Haakon Moloy publicou em 28 de julho de 2026 os resultados de uma investigação de vários meses sobre uma vulnerabilidade no Copilot for Word. Ele descobriu que um atacante pode inserir instruções maliciosas em um documento do Word, escrevendo-as em texto branco sobre fundo branco, invisíveis para humanos, mas legíveis pelo modelo. Quando o usuário usa esse documento como fonte no Copilot, as instruções são executadas de forma invisível, e o documento gerado se torna um novo vetor de ataque, permitindo que a infecção se propague sem a interferência do atacante. A Microsoft reconheceu o problema no final de março de 2026 e lançou duas correções, a segunda incluindo uma atualização do modelo para GPT-5.5, mas Moloy conseguiu reproduzir o ataque com um prompt ligeiramente modificado. O pesquisador acredita que o problema é de natureza arquitetural e é comum a todos os LLMs modernos, exigindo pesquisas aprofundadas para uma solução completa. Enquanto isso, a Microsoft recomenda tratar documentos externos como não confiáveis e verificar os arquivos gerados antes de enviá-los.
Fonte: Numerama —
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