Mamba: A arquitetura que pretendia matar os Transformers
Moonshot AI
A arquitetura Mamba, baseada em espaços de estados seletivos (SSM, do inglês selective state spaces), foi apresentada como uma alternativa aos transformers, prometendo complexidade linear em vez de quadrática. Na prática, no entanto, a Mamba não substituiu os transformers, mas entrou em modelos híbridos, onde é combinada com camadas de atenção: aproximadamente uma camada de atenção para cada sete camadas Mamba.
Em dezembro de 2023, os pesquisadores Albert Gu e Tri Dao apresentaram a arquitetura Mamba, baseada em modelos de espaço de estado seletivos (SSMs, na sigla em inglês). Diferentemente dos transformers, onde cada token é comparado com todos os outros (complexidade quadrática O(N²)), o Mamba usa um único estado oculto de tamanho fixo que é atualizado sequencialmente com complexidade linear. A principal inovação é um mecanismo seletivo: os parâmetros de atualização de estado (A, B, C) são recalculados para cada token, permitindo que o modelo decida quais informações reter e quais descartar, semelhante ao mecanismo de atenção, mas sem o custo quadrático. Graças à associatividade dos cálculos, o treinamento do Mamba pode ser paralelizado, resolvendo o problema de treinamento lento inerente às RNNs antigas. No entanto, o Mamba tem desvantagens: o estado fixo comprime informações, degradando a extração precisa de detalhes e a capacidade de cópia em comparação com os transformers, que armazenam explicitamente todos os tokens. Portanto, o Mamba não substituiu os transformers, mas é usado em modelos híbridos, onde aproximadamente uma camada de atenção é adicionada a cada sete camadas Mamba. Essa combinação preserva a memória longa barata do Mamba e a recuperação precisa dos transformers. Como resultado, muitos modelos modernos podem usar o Mamba implicitamente.
Fonte: Habr — хаб NLP —
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