PesquisaModelos 🇩🇪 01.08.2026 02:01

Modelos de Linguagem Não Conseguem Desencadear Revoluções Científicas, Mas Modelos de Mundo Talvez Possam

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Um artigo de posição de Tom Zahavy, do Google DeepMind, argumenta que grandes modelos de linguagem (LLMs) carecem do mecanismo cognitivo necessário para a descoberta científica, especificamente a 'abdução manipulativa' — o salto criativo para novos axiomas. Zahavy sugere que modelos de mundo que permitem intervenção ativa em simulações podem ser um caminho a seguir.
Em um documento de posição intitulado 'LLMs can't jump', Tom Zahavy, do Google DeepMind, argumenta que os modelos de linguagem não conseguem desencadear revoluções científicas porque lhes falta o mecanismo cognitivo-chave para criar ideias verdadeiramente novas. Ele usa o modelo de descoberta de Einstein como um ciclo: da experiência sensorial, por meio de um 'salto' intuitivo para axiomas, e então a derivação lógica até conclusões testáveis. Zahavy distingue três tipos de raciocínio: dedução, indução e abdução, e afirma que os LLMs lidam com indução e dedução, mas não com a 'abdução manipulativa' — inventar uma causa para a qual ainda não existe um modelo linguístico. Ele ilustra com o trabalho de Einstein, observando que não havia crise de dados na época; a física de Newton era altamente precisa, exceto por uma pequena anomalia na órbita de Mercúrio, e uma IA puramente otimizadora poderia ter inventado um planeta hipotético em vez de repensar o espaço e o tempo. Zahavy argumenta que o 'pensamento mais feliz' de Einstein — o observador em queda livre — veio de uma simulação corporificada, um sentimento corporal, não da manipulação de fórmulas. Ele compara isso ao momento 'Eureka' de Arquimedes na banheira. Os modelos de linguagem carecem dessa base sensorial; eles são como o 'Quarto Chinês' — movendo símbolos sem acesso à experiência corporificada. Ele observa que sistemas como o AI Scientist da Sakana e o AlphaEvolve do DeepMind podem automatizar a ciência, mas ou recombinam conceitos existentes ou exigem um sinal de erro claro, que Einstein nunca teve. Como um caminho potencial, Zahavy sugere modelos de mundo fisicamente consistentes: geradores de vídeo como o Veo apenas preveem o próximo quadro, mas modelos de mundo controláveis por ação, como o Genie, permitem que agentes intervenham e realizem experimentos contrafactuais, fornecendo o feedback necessário para inventar novos axiomas. Zahavy é cauteloso, dizendo que o documento 'sugere', mas não prova, que esse salto é o gargalo crítico.
Fonte: The Decoder (DE) — original
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