Anthropic destrói livros físicos para Claude?
Anthropic
A Anthropic lançou o Projeto Panama, escaneando destrutivamente milhões de livros de papel comprados para criar uma biblioteca digital para treinar modelos de inteligência artificial. Um tribunal dos Estados Unidos decidiu que essa conversão de formato com destruição do exemplar físico é uso justo, mas a empresa ainda pagou US$ 1,5 bilhão por livros pirateados obtidos anteriormente.
Em 2024, a Anthropic iniciou o Projeto Panama, um esforço em larga escala para escanear destrutivamente milhões de livros impressos. A empresa comprou livros, cortou as lombadas, usou scanners industriais e reciclou o papel, com o objetivo de criar uma substituição digital um a um. Documentos judiciais revelaram que a Anthropic já havia baixado mais de sete milhões de livros pirateados de fontes como a LibGen. O juiz William Alsup decidiu que treinar LLMs em livros comprados legalmente e escaneados destrutivamente é uso justo (fair use), já que a cópia digital substitui a física. No entanto, o armazenamento e uso de cópias pirateadas não foram justificados, levando a um acordo de US$ 1,5 bilhão cobrindo cerca de 482 mil obras. O caso incentivou outras empresas de IA a explorar a obtenção física de livros semelhante, e livreiros relatam pedidos em massa incomuns de títulos raros, levantando preocupações sobre a preservação cultural.
Fonte: Habr — хаб ИИ —
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